Ato teve
economia, comparações, valorização de programas sociais e até pergunta do
ex-presidente: como seria o país sem o PT?
Com os rostos sorridentes de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula
da Silva exibidos em um enorme painel postado no fundo do palco, o seminário de
comemoração dos 10 anos de governo do PT no Brasil foi executado sob medida
para valorizar as suas duas principais estrelas.
Prestigiados por partidos aliados, os petistas citaram as
conquistas do país, valorizaram os programas sociais, rebateram críticas,
versaram sobre a política de aproximação comercial com América Latina e África
e projetaram a conquista de um quarto mandato consecutivo para o projeto da
sigla, em 2014.
Retornando na terça-feira, a Porto Alegre pela
primeira vez desde que deixou a Presidência, em dezembro de 2010, Lula liderou
as manifestações de otimismo sobre o presente e o futuro do Brasil, desdenhou
dos efeitos da crise e do temor inflacionário e afirmou "não ter dúvida de
que o PT caminha para eleger Dilma para mais quatro anos" de mandato.
— No dia em que vocês tiverem dúvida do que o PT fez nesse país,
fechem os olhos e imaginem o que seria o Brasil sem os 10 anos de PT — refletiu
Lula, que, fiel ao seu estilo popular, arrancou gargalhadas da plateia que
lotava o Teatro do Bourbon Country ao fazer piadas, dar pitacos sobre futebol e
falar até mesmo alguns palavrões.
Presidente nacional do PT, Rui Falcão pediu mais quatro anos de
governo para o projeto da sigla. Argumentou que o novo mandato é necessário
para a concretização das reformas política e tributária, além da
"regulamentação da mídia", item que não foi alvo de manifestações de
Dilma e Lula.
Entre os partidos aliados que prestigiaram o ato, o principal
destaque foi a confirmação da presença do PMDB gaúcho, ala da legenda com
histórico de oposição ao PT e de rebeldia contra as decisões do seu comando
nacional. O ex-governador Germano Rigotto, que, segundo petistas, teria
confirmado presença, não compareceu. No entanto, o presidente estadual do PMDB,
deputado Edson Brum, ferrenho adversário do PT, subiu ao palco para representar
o partido. Também participou o ex-ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho
(PMDB).




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