quarta-feira, 15 de maio de 2013

Com mensalão é desvios de verbas, PT faz 10 anos no poder, Lula e Dilma dão largada para 2014 em Porto Alegre.


Ato teve economia, comparações, valorização de programas sociais e até pergunta do ex-presidente: como seria o país sem o PT?

Com os rostos sorridentes de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva exibidos em um enorme painel postado no fundo do palco, o seminário de comemoração dos 10 anos de governo do PT no Brasil foi executado sob medida para valorizar as suas duas principais estrelas. 

Prestigiados por partidos aliados, os petistas citaram as conquistas do país, valorizaram os programas sociais, rebateram críticas, versaram sobre a política de aproximação comercial com América Latina e África e projetaram a conquista de um quarto mandato consecutivo para o projeto da sigla, em 2014.
Retornando na terça-feira, a Porto Alegre pela primeira vez desde que deixou a Presidência, em dezembro de 2010, Lula liderou as manifestações de otimismo sobre o presente e o futuro do Brasil, desdenhou dos efeitos da crise e do temor inflacionário e afirmou "não ter dúvida de que o PT caminha para eleger Dilma para mais quatro anos" de mandato.
— No dia em que vocês tiverem dúvida do que o PT fez nesse país, fechem os olhos e imaginem o que seria o Brasil sem os 10 anos de PT — refletiu Lula, que, fiel ao seu estilo popular, arrancou gargalhadas da plateia que lotava o Teatro do Bourbon Country ao fazer piadas, dar pitacos sobre futebol e falar até mesmo alguns palavrões.
Presidente nacional do PT, Rui Falcão pediu mais quatro anos de governo para o projeto da sigla. Argumentou que o novo mandato é necessário para a concretização das reformas política e tributária, além da "regulamentação da mídia", item que não foi alvo de manifestações de Dilma e Lula. 

Entre os partidos aliados que prestigiaram o ato, o principal destaque foi a confirmação da presença do PMDB gaúcho, ala da legenda com histórico de oposição ao PT e de rebeldia contra as decisões do seu comando nacional. O ex-governador Germano Rigotto, que, segundo petistas, teria confirmado presença, não compareceu. No entanto, o presidente estadual do PMDB, deputado Edson Brum, ferrenho adversário do PT, subiu ao palco para representar o partido. Também participou o ex-ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho (PMDB).

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