Já disse certo
pensador a corrupção é uma doença, cuja cura está nas mãos da justiça, agora o Ministério Público brasileiro
disparou ontem uma mega operação em 12 estados para combater crimes de
corrupção que envolvem prefeituras, políticos, empresas e servidores
públicos. Até policiais foram presos. A ação teve início pela manhã com
mobilização envolvendo os seguintes estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do
Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.
No total, participaram da ação 158
promotores de Justiça e 1,3 mil policiais federais, rodoviários, civis,
militares, servidores de tribunais de contas, Controladoria-Geral da União,
receitas Federal e estaduais.
O grupo cumpriu 92 mandados de
prisão, 337 mandados de busca e apreensão, 65 mandados de bloqueio de bens, e
31 mandados de afastamento das funções públicas, expedidos pelo Poder
Judiciário.
De acordo com informações do Ministério
Público, a ação foi deflagrada pelo GNCOC (Grupo Nacional de Combate às
Organizações Criminosas), presidido pelo procurador-geral de Rondônia, Everton
Aguiar.
De acordo com informações do Conselho
Nacional de Procuradores, com sede em Rondônia, o total de verbas públicas sob
suspeita de fraude de atinge R$ 1 bilhão só no estado de São Paulo. Ainda há
apuração de desvio de mais R$ 146 milhões em outros 11 estados.
Em São Paulo, a operação foi
centralizada na região de Rio Preto, onde se concentram as maiores
investigações. No estado foram cumpridos 13 mandados de prisão, 16 mandados de
condução coercitiva e 160 mandados de busca e apreensão. No total, 79
prefeituras da região noroeste foram alvo da ação. A operação paulista
foi chamada de Fratelli, que significa irmão em italiano. O nome remete às
iniciais da empresa Demop Participações. A Empresa é comandada por cinco
irmãos.
Ação ocorre de norte a sul do país
Apreensões de documentos e até prisões
de policiais acontecem em várias partes do Brasil
No Ceará, o Ministério Público realiza
a operação “Quixeramobim Limpo II” para cumprir 30 mandados de busca e
apreensão A decisão judicial atende a um pedido do MP, que já havia ajuizado no
mês passado uma ação cautelar preparatória de improbidade administrativa contra
26 gestores públicos do município acusados de fraudar licitações. Segundo
o MP, os mandados incluem os domicílios do prefeito, Cirilo Pimenta, do
vice-prefeito, Tarso Borges, e do procurador-geral do Município, Ricardo
Alexander Cavalcante. As diligências de hoje estão em sintonia com a
operação que está ocorrendo em outros estados do país através de núcleos dos
MPs estaduais que atuam nessas mesmas áreas citadas e têm o objetivo de
realizar ações de combate à corrupção no Brasil.
Rio de Janeiro /O Ministério Público
do Rio de Janeiro cumpriu seis mandados de prisão de integrantes do tráfico de
drogas do morro da Mangueira, acusados de atuar na região e de oferecer propina
a um policial. Ainda no Rio três homens foram presos, acusados de
participar de grupo que teria sonegado cerca de R$ 150 milhões com 20 empresas
de fachada de comercialização de café.
Rondônia /Em Rondônia foi
deflagrada a Operação Luminus para desarticular um esquema de corrupção na
Prefeitura de Porto Velho que operou entre os anos de 2006 e 2012. Segundo a
Promotoria, cerca de 90 policiais civis e militares cumprem mandados de prisão
preventiva, busca e apreensão, bloqueio de bens e afastamento de funções
públicas expedidos pelo Poder Judiciário do Estado de Rondônia. O ex-prefeito
Roberto Sobrinho e o ex-vereador e presidente da Emdur (Empresa Municipal de
Desenvolvimento Urbano) Mário Sergio Leiras Teixeira foram presos durante a
operação. O grupo possui mais 20 suspeitos de envolvimento no esquema segundo a
promotoria. A quadrilha desviava dinheiro da prefeitura por meio de
convênios com a Emdur, com valores superfaturados ou com empresas fantasmas,
segundo a denúncia. Em Rondônia, o desvio seria de R$ 27 milhões.
Paraná /No Paraná, policiais
foram presos. A operação resultou na prisão de dois delegados e um investigador
da Polícia Civil por porte de armas sem registro, dentro da Operação Vortex,
deflagrada em Curitiba pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco). A operação foi realizada em conjunto com a Corregedoria da
Polícia Civil. Um dos presos foi flagrado com U$ 98 mil e munição de uso
restrito. As prisões foram consequências da operação, que previa inicialmente o
cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão na Delegacia de Furtos e
Roubos de Veículos, no 6º Distrito Policial, na Divisão de Crimes Contra o
Patrimônio, nas residências de policiais e em revendedores de peças usadas de
veículos, sabemos que ainda está longe de ser a solução mais isto já é um sinal de que quem Dirige o mundo é Deus e a injustiça nunca fica impune.




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