A Rússia publicou neste sábado uma lista
negra que proíbe a entrada em seu território de 18 funcionários do governo dos
Estados Unidos em resposta a uma sanção imposta ontem por Washington contra
funcionários russos supostamente envolvidos na morte em prisão preventiva do
advogado russo Sergei Magnitski, em 2009.
Hoje, no site do Ministério das Relações
Exteriores russo foram publicados os nomes dos cidadãos americanos que partir
de agora estão proibidos de entrar no território russo, anunciou o porta-voz da
Chancelaria, Aleksandr Lukashévich, em comunicado.
O texto tachou de absurda a Ata Magnitski
aprovada pelos legisladores norte-americanos, por sua vez ressaltou que
"sob a pressão dos russófobos do Congresso dos EUA houve uma deterioração
nas relações bilaterais".
Lukashévich acrescentou que "ao
contrário da lista americana, elaborada espontaneamente, a nossa inclui, em
primeiro lugar, os envolvidos na legalização de torturas (...) de presos na
prisão de Guantánamo".
Além disso, disse, aparecem na lista
"os envolvidos no sequestro e detenção dos cidadãos russos em terceiros
países", ao referir-se, em particular, à detenção na Tailândia, extradição
aos EUA e a condenação a 25 anos de prisão a Víctor But, traficante de armas
russo conhecido como o "Mercador da Morte".
A lista russa inclui, entre outros nomes,
o de David Spears Addington, diretor de equipe do vice-presidente dos EUA
(2005-2008), John Choon Yoo, consultor jurídico do Ministério da Justiça
(2001-2003), Geoffrey D. Miller, comandante da Base Naval de Guantánamo
(2002-2003), Jeffrey Harbeson, sucessor de Miller (2010-2012).
Magnitski, consultor jurídico do fundo de
investimentos Hermitage Capital Management, denunciou em 2008 a existência de
uma rede de funcionários públicos corruptos, tanto da polícia como dos serviços
de Fazenda, que desviavam fundos estatais no valor de US$ 230 de milhões e foi
posteriormente enviado à prisão pelas autoridades russas, onde morreu.
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