sábado, 13 de abril de 2013

À guerra fria pode está de volta!,Rússia proíbe entrada de 18 cidadãos dos EUA após sanção pelo caso Magnitski


A Rússia publicou neste sábado uma lista negra que proíbe a entrada em seu território de 18 funcionários do governo dos Estados Unidos em resposta a uma sanção imposta ontem por Washington contra funcionários russos supostamente envolvidos na morte em prisão preventiva do advogado russo Sergei Magnitski, em 2009.
Hoje, no site do Ministério das Relações Exteriores russo foram publicados os nomes dos cidadãos americanos que partir de agora estão proibidos de entrar no território russo, anunciou o porta-voz da Chancelaria, Aleksandr Lukashévich, em comunicado.

O texto tachou de absurda a Ata Magnitski aprovada pelos legisladores norte-americanos, por sua vez ressaltou que "sob a pressão dos russófobos do Congresso dos EUA houve uma deterioração nas relações bilaterais".
Lukashévich acrescentou que "ao contrário da lista americana, elaborada espontaneamente, a nossa inclui, em primeiro lugar, os envolvidos na legalização de torturas (...) de presos na prisão de Guantánamo". 

Além disso, disse, aparecem na lista "os envolvidos no sequestro e detenção dos cidadãos russos em terceiros países", ao referir-se, em particular, à detenção na Tailândia, extradição aos EUA e a condenação a 25 anos de prisão a Víctor But, traficante de armas russo conhecido como o "Mercador da Morte".
A lista russa inclui, entre outros nomes, o de David Spears Addington, diretor de equipe do vice-presidente dos EUA (2005-2008), John Choon Yoo, consultor jurídico do Ministério da Justiça (2001-2003), Geoffrey D. Miller, comandante da Base Naval de Guantánamo (2002-2003), Jeffrey Harbeson, sucessor de Miller (2010-2012). 

Magnitski, consultor jurídico do fundo de investimentos Hermitage Capital Management, denunciou em 2008 a existência de uma rede de funcionários públicos corruptos, tanto da polícia como dos serviços de Fazenda, que desviavam fundos estatais no valor de US$ 230 de milhões e foi posteriormente enviado à prisão pelas autoridades russas, onde morreu.
Fonte ----->EFE

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